domingo, 4 de dezembro de 2011

BIB 3228-Informação em Mídias Digitais

Ao longo do desenvolvimento da disciplina BIB3228-Informação em Mídias Digitais pude ampliar  meus conhecimentos  sobre as fontes de informação ditas não convencionais, tais como  blogues, twitter, jornais eletrônicos, webmuseus e perceber  a importância das mesmas no contexto atual.

Essas fontes, passaram a ser fontes de informação muito utilizadas e consideradas de qualidade, visão essa, oposta a que muitos tinham alguns anos atrás, quando as informações obtidas nesses tipos de fontes, eram tidas como pouco confiáveis e de má qualidade.

Em meio a um “universo de informações’’ que a internet disponibiliza, há muita informação de qualidade, que pode e deve ser utilizada para  sanar uma  necessidade de informação. No entanto,  é preciso cautela, ao se fazer uso de informações disponibilizadas na rede, visto que  existe muito material descartável.

De acordo com Alvim (2008, p. 3) “a capacidade de selecionar informação com qualidade determina o êxito do indivíduo no contexto da sociedade do conhecimento e a qualidade da informação é determinada pela capacidade de satisfazer as necessidades de informação do indivíduo que a usa”. Dessa forma, o indíviduo deve ter a capacidade de selecionar a informação, separando aquela que é relevante daquela que não é.

O bibliotecário como profissional da informação precisa ter conhecimento sobre essas mídias eletrônicas e usá-las para atender as necessidades informacionais dos usuários das Unidades de Informação. Entre tantas fontes de informação utilizadas atualmente, é possível convergir todos os elementos informacionais, que são distribuídos nas diferentes mídias com a finalidade de sistematizar a busca e a recuperação da informação de maneira mais ágil e eficiente. Para tanto, é fundamental que o profissional da informação se mantenha atualizado e esteja sempre em contato com as novas mídias, procurando selecionar  informações que sejam relevantes ao usuário.


REFERÊNCIAS




ALVIM, Luísa. Avaliação da qualidade de blogues. In: CONGRESSO DA APBAD – ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE BIBLIOTECÁRIOS, ARQUIVISTAS E DOCUMENTALISTAS, 9., Ponta Delgada, Açores. 2007. Anais... S.N. Disponível em:<http://badinfo.apbad.pt/Congresso9/COM105.pdf >.Acesso em: 01 dez. 2011.

Redes Sociais Virtuais e as Comunidades Virtuais


De acordo com  J. Barnes(1987) rede social é definida como "um conjunto de relações interpessoais concretas que vinculam indivíduos a outros indivíduos”. Dessa forma, as redes sociais e comunidades virtuais reúnem pessoas que possuem interesses em comum, com a finalidade de partilhar experiências, trocar informações e construir conhecimento. 

As comunidades e redes sociais vem ganhando bastante destaque, justamente por apresentar diversos benefícios. As comunidades permitem que usuários de diferentes localidades possam manter contato, trocando informações sobre determinado tema, compartilhando experiências e construindo conhecimento. Então, as comunidades virtuais são excelente forma de aprendizado que é construído de uma maneira menos formal, a partir da troca de informações entre pessoas com interesses comuns. Dessa forma, também contribui para a socialização dos indivíduos, o que torna essas comunidades ainda mais interessantes. 

As redes sociais, assim como as comunidades, apresentam muitos pontos positivos. As redes permitem aos indivíduos compartilharem suas idéias, seu interesses, encontrarem pessoas com objetivos e identidades semelhantes. Dessa forma, as redes sociais são meios de comunicação e interação entre os indivíduos,  tendo grande sucesso atualmente.

Tanto as comunidades virtuais como as redes sociais são formas para se ter acesso as mais diversas informações que se deseje. Por proporcionar interação entre os membros são muito atrativas, sendo vistas também como lazer, já que o aprendizado é feito de maneira mais informal, através da troca de informações entre os membros, o que se torna mais intessante e convidativo. 

É preciso aproveitar as vantagens que as comunidades e redes oferecem, utilizando-as da melhor forma possível, buscando sempre aprender com essa troca que elas possibilitam, fazendo desses meios, uma nova opção de acesso a informação, no entanto, sem esquecer que esses meios devem ser um complemento e não a única fonte.



REFERÊNCIAS

BARNES, J. A. Redes sociais e processo político. In: FELDMAN-BIANCO, Bela (Org.). Antropologia das sociedades contemporâneas: métodos. São Paulo: Global Universitária, 1987. p. 159-189.

domingo, 6 de novembro de 2011

Webmuseus



Segundo Andrews e Schweibenz (2004), museu virtual é definido como sendo uma coleção logicamente relacionada de objetos digitais que é composta por suportes variados e que, em função de sua capacidade de proporcionar conectividade e vários pontos de acesso, torna possível transcender métodos convencionais de comunicação e interação com visitantes. Não existindo lugar ou espaço físico, permitindo que seus objetos e informações possam ser disseminados para todo o mundo.

Então, conforme o autor, um museu virtual possui vantagens em relação ao museu tradicional à medida que propicia que qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo possa acessar suas informações (desde que possua acesso à internet, obviamente). Dessa forma, podemos perceber que o museu virtual pode abranger os mais diversos públicos, diferentemente dos museus tradicionais, onde, muitas vezes, o local onde o museu está localizado, torna-se um impedimento a sua visitação. Já, com os museus virtuais, não existe esse problema. Uma pessoa que não tenha condições financeiras de visitar determinada cidade, onde o museu está situado, poderá “visitá-lo” através da internet. 


            Outra vantagem que os webmuseus possuem em relação aos museus tradicionais é a possibilidade do visitante acessar as informações no horário que desejar, não somente no horário de visitação do museu. Dessa forma, em um mesmo dia, é possível “visitar’’ diversos museus do mundo, sem nem ao menos sair de casa!


Apesar de possuírem diversas vantagens, existem também algumas desvantagens. Por exemplo, a experiência de visitar um museu-fisicamente- é muito diferente de apenas, visitá-lo virtualmente. Com certeza, a visitação real de um museu, é muito mais gratificante e interessante. Somente nos casos em que a localidade do museu impede que a pessoa possa visitá-lo, aí o museu virtual torna-se muito mais útil. Também, no caso de o museu não possuir um equivalente físico, se só existir virtualmente.


Existem diversos museus no Brasil, a maioria deles possui sites com informações sobre sua localização, seu acervo e horário de funcionamento. No entanto, as informações visam somente à divulgação do museu, ou seja, não substituem a visitação real do museu.

Já outros museus possuem em seu site informações bastante detalhadas, servindo seu acesso como uma visita real. Nesse caso, são realmente museus virtuais, já que apresentam informações completas, não somente indicações do que o museu real oferece.

Escolhi dois museus para visitar virtualmente, o  Museu de Arte do Rio Grande do SulMargs e o Museu Virtual de Artes-Muva a fim de comparar o que cada um deles oferece a seus visitantes.

O site do Margs oferece informações bastante detalhadas sobre seu acervo, seu histórico, as exposições e oficinas de arte oferecidas. È possível visualizar as obras constantes no acervo do museu, que são divididas em categorias (lista por diferentes técnicas) organizadas em ordem alfabética ou consultar a listagem completa de autores, o que é muito interessante. Além disso, o site também oferece um tour virtual.

Já o Muva difere do Margs por ser um museu virtual somente, por isso a visita ao Muva é quase como se fosse uma visita real, já que a visão é em 3D, proporcionando uma simulação do que seria a visita ao museu fisicamente.  O visitante vai clicando nas obras que tiver interesse, então aparecem às descrições das mesmas. 

Portanto, as ''visitas'' a webmuseus são sempre experiências muito interessantes e enriquecedoras. 


REFERÊNCIAS


SCHWEIBENZ, W. The development of virtual museums.  ICOM NEWS, v. 57, n. 3, p. 3. 2004.

E-book

   O termo E-book é uma abreviação utilizada para "Eletronic Book", que significa livro eletrônico, ou seja, é um livro em formato digital  que contém o mesmo conteúdo da obra impressa. Os e-books  podem ser lidos por equipamentos eletrônicos tais como computadores, PDAs (palmtops), leitores de livros digitais e também por alguns celulares mais modernos.

   Os textos do e-book podem apresentar um dinamismo a partir da utilização de hipertextos, contendo filmes, ilustrações animadas, gravações de áudio e diversos outros recursos proporcionados pela mídia digital.

  Os e-books podem ser apresentados em diversos formatos, sendo o PDF, o HTML e o ePUB os mais comuns. Para utilização do PDF é preciso a utilização de um programa compatível tal como o Acrobat Reader, já o formato HTML necessita de um navegador da internet para ser aberto. Enquanto que o e-PUB é um formato de arquivo digital específico para e-books.

  Os e-books apresentam muitas vantagens, uma delas diz respeito ao seu baixo custo de produção, o que acaba por tornar o preço final ao consumidor mais em conta que os livros impressos. Outra vantagem é seu acesso facilitado, uma vez que com a Internet torna-se possível sua disponibilização para download em portais gratuitos, de forma que, sua divulgação é ampliada.

   A portabilidade é mais uma de suas vantagens, visto que é possível adquirir um livro de outro país facilmente, bem como seu transporte que é bastante facilitado comparado com o transporte de livros tradicionais, já que é possível carregar diversos livros digitais  utilizando um dispositivo móvel, enquanto que carregar a mesma quantidade de livros tradicionais seria muito complicado.


 No entanto, existem desvantagens, por exemplo, há a falsa idéia de o e-book ser ecologicamente  mais correto que os livros tradicionais, o que foi desmentido em uma recente pesquisa de uma editora francesa Hachette Livre. Os livros tradicionais, embora necessitem de uma grande quantidade de papel em sua produção, ou seja, mais árvores sendo cortadas, ainda assim são menos poluentes que o e-book. 

  Na produção dos e-books existem diversos materiais utilizados, tais como  chips, telas, bateria, há ainda o transporte dos equipamentos,  a entrega as lojas e ainda, a questão da eletricidade  consumida na sua utilização (carregamento da bateria, servidores onde os livros são armazenados  como arquivos), o que totaliza um alto grau de emissão de gases poluentes se comparado aos livros tradicionais (em torno de 80 vezes superior). Essa reportagem pode ser acessada na íntegra em  http://www.ogra.com.br/livro-impresso-e-mais-verde-que-e-book/





domingo, 23 de outubro de 2011

Jornais digitais nacionais e internacionais

Analisei a notícia sobre o câncer do ex-presidente brasileiro- Luis Inácio Lula da Silva- em quatro jornais digitais, sendo dois nacionais (ZERO HORA e FOLHA DE SÃO PAULO) e dois internacionais (EL PAÍS, da Espanha e EL CLARÍN, da Argentina) a fim de identificar os diferentes tipos de abordagens de cada um desses jornais, seus pontos em comum e suas diferenças.

A notícia  divulgada no dia  29 de outubro de 2011,  na seção Política da  Zero Hora  sobre o tumor do presidente Lula foi intitulada da seguinte forma "Lula passa por exames em São Paulo e é diagnosticado com tumor na laringe". 
Nessa notícia a Zero Hora apenas traz informações breves sobre o assunto, como a descoberta da doença , a   previsão do início do tratamento quimioterápico e o atual estado de saúde do presidente. Traz fatos, não notícias aprofundadas sobre o tema.

A notícia divulgada na Folha de São Paulo, na mesma data, intitulada "Ex-presidente Lula está com tumor na laringe, diz hospital",  vai um pouco mais além do que as informações apresentadas na Zero Hora, já que além do descobrimento do câncer, do tratamento quimioterápico e do estado geral de Lula, traz os diálogos dos médicos em relação a doença de Lula, bem como traz informações sobre a doença (ainda que superficiais), tais como  a principal causa do câncer de laringe ser o fumo. Também  traz informações sobre a data do  aniversário do ex-presidente.
Dessa forma, a notícia apresentada na Folha de São Paulo se aprofunda mais no assunto, ainda que não demasiadamente. 

A notícia publicada no jornal El Clarín, da Argentina, no dia 30 de outubro do mesmo ano, na seção América Latina foi intitulada "Impacto en Brasil: le detectan a Lula un cáncer en la laringe", traz  informações  diversas sobre assunto, tais como informações relativas ao apoio que Lula vem recebendo nas redes sociais, bem como informações sobre quem é Lula, sua importância, além das informações sobre a evolução da doença (se há metástase, tamanho do tumor, tratamento, chances de cura). Também traz relatos da presidente Dilma Rousseff sobre o câncer de Lula.
Dessa forma, percebemos que o jornal El Clarín procurou dar informações mais aprofundadas sobre o assunto, falando sobre a repercussão e o impacto que a doença de Lula causou nos brasileiros.  

O jornal espanhol  El País,  no dia 30 de outubro desse ano, publicou a seguinte notícia "El expresidente Lula será tratado de un cáncer de laringe, según fuentes médicas", assim como nos demais jornais  trouxe a informação sobre o descobrimento da doença,  seu tratamento,  algumas de suas causas, alguns dos sintomas. Também deu ênfase a equipe médica  do hospital que Lula está sendo tratado, que foi responsável pelo tratamento de outros políticos citados na notícia. Então, o jornal  El País como observado, traz diversas informações sobre o  câncer de Lula,  procurando um maior esclarecimento sobre o assunto.

Portanto, cada um dos jornais possui uma abordagem diferenciada, cada um  procurando mostrar a notícia de um aspecto diverso. No entanto, todos apresentam informações em comum, que são aqueles informações básicas sobre o tema.  nos jornais internacionais, as informações são mais aprofundadas, até mesmo para situar os leitores, visto que estão lendo uma notícia de outro país e nem todos sabem exatamente quem é  Lula. Alguns jornais como no caso a Zero Hora, trouxe informações "soltas", mas que, muitas vezes, eram complementadas em outras notícias sobre o assunto "notícias relacionadas".

Então, analisando as diferentes abordagens em cada um dos jornais percebe-se a importância dessa visão diferenciada e complementar que a leitura em diferentes fontes nos traz, dessa forma temos mais de uma visão do fato, ampliamos nossos conhecimentos e consequentemente, passamos a ter um espírito mais crítico daquilo que lemos, não mais acreditando em tudo "de cara", mas sim investigando, confrontando informações. Por isso, o bibliotecário como profissional que lida com a informação precisa disponibilizar aos usuários da Unidade de Informação a oportunidade de acessarem os mais diversos jornais, colaborando assim para o desenvolvimento  de leitores  críticos. 

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REFERÊNCIAS


ARIAS, Juan. El expresidente Lula será tratado de un cáncer de laringe, según fuentes médicas. El País, 30 out. 2011. Internacional. Disponível em: <http://internacional.elpais.com/internacional/2011/10/29/actualidad/1319901376_467742.html>.  Acesso em: 30 out. 2011.

BARBAR, Thatiana; CASTRO, Cristina Moreno de.  Ex-presidente Lula está com tumor na laringe, diz hospital. Folha de São Paulo, 29 out. 2011. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/poder/998805-ex-presidente-lula-esta-com-tumor-na-laringe-diz-hospital.shtml>. Acesso em: 29 out. 2011.

CLARÍN .Impacto en Brasil: le detectan a Lula un cáncer en la laringe. Clarín.com, 29 out. 2011. Mundo. Disponível em: < http://www.clarin.com/mundo/america_latina/Impacto-Brasil-detectan-Lula-laringe_0_581941882.html >. Acesso em: 30 out. 2011.

 

Zero HORA. Lula passa por exames em São Paulo e é diagnosticado com tumor na laringe. Zero Hora, 29 out. 2011. Política. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Pol%EDtica&newsID=a3544586.xml>. Acesso em: 30 out. 2011.




Jornais eletrônicos


  
   O jornalismo eletrônico começou disponibilizando na internet o conteúdo de um jornal impresso. No entanto, ao longo dos anos ele cresceu muito, tornando-se um novo meio de informação e não mais simples cópia do jornal tradicional.

  Hoje, os jornais eletrônicos são grandes concorrentes dos canais de informação tradicionais(jornais impressos, revistas, televisão, rádio...) devido às grandes vantagens que eles oferecem tais como facilidade no acesso (basta possuir internet e pode-se acessar qualquer jornal que se queira, a atualização constante das notícias, instantaneidade, a interatividade que proporcionam, a possibilidade de se buscar informações em edições antigas (arquivo das notícias). Além disso,  os jornais eletrônicos possuem complementos das notícias, o que não é possível no jornal impresso por falta de espaço.

  No Brasil, o primeiro jornal digital foi "O Estado de São Paulo", em 1995. Nessa época surgiram diversos outros jornais online, mo entanto seus conteúdos limitavam-se a transpor o que era publicado no jornal impresso. 

  Em 2001,  ocorre a consolidação do jornalismo eletrônico no Brasil e, a partir daí, o jornalismo online passa a ser uma importante fonte se informação possibilitando a obtenção de informações de conteúdo jornalístico nos mais diversos sítios, seja oferecendo conteúdo de publicações impressas que desejam fazer reforço de suas marcas na internet, seja os jornais em tempo real que possuem redações próprias ou mesmo sítios de informações especializadas, portais, agências de notícias etc.

  Com a expansão dos jornais eletrônicos muitos se perguntam o que irá acontecer com os jonais impressos, se eles serão substituídos pelos digitais, já que estes possuem diversas vantagens. Mas, alguns estudiosos afirmam que, pelo menos, por enquanto, isso não irá ocorrer. 

 Leo Bogart, sociólogo e consultor Newspaper Association of America cita algumas razões para a sobrevivência dos jornais impressos no mundo digital: a praticidade que o jornal proporciona de ser dobrado, enrolado, podendo ser levado a qualquer lugar, o que não ocorre com a tela de um computador, que por mais moderna que possa ser, jamais terá essa capacidade. Outra razão é a interface do jornal impresso que permite a visualização de todas as matérias de forma rápida e eficiente simplesmente folheando as páginas.

 Dessa forma, para Bogart, nada se compara a praticidade e conforto que o jornal impresso proporciona.Para se ler uma jornal eletrônico é necessário um esforço maior, existe um desconforto em relação a leitura, já que ler no computador é muito mais cansativo. Além de que a postura muitas vezes é inadequada, o que provoca dores. Ou seja, apesar de os jornais eletrônicos possuirem muitas vantagens, também existem as desvantagens, principalmente em relação ao conforto. Por isso que os pesquisadores acreditam que os dois irão continuar existindo, até mesmo porque e principalmente por serem responsáveis pelos grandes lucros das companhias jornalísticas.


A seguir alguns jornais online do Brasil:

Folha de São Paulo



O Globo


Zero Hora


Correio do Povo


  Com o aumento da procura por jornais online, é importante que os bibliotecários tornem possível que os usuários de sua biblioteca tenham acesso a essas fontes de informação, assim como é feito com os jornais impressos.

  O Brasil oferece diversas opções de jornais eletrônicos de qualidade. A partir desses jornais é possível ter acesso a informações atualizadas. É importante que a biblioteca possua acesso à internet, possibilitando que os usuários tenham mais essa opção (além dos jornais tradicionais). Geralmente as bibliotecas possuem jornais, no entanto, a quantidade disponível é insuficiente para o número de usuários, além de não possuir diversidade de opções. Com os jornais eletrônicos, os usuários da biblioteca terão oportunidade de acessar os jornais que desejarem e não somente os disponíveis. 

  Então, os jornais eletrônicos, como excelente fonte de informação, devem ser usados, divulgados na biblioteca, já que muitas pessoas não tem conhecimento sobre eles.

domingo, 2 de outubro de 2011

Os diversos tipos de Repositórios


Existem diversos tipos de repositórios, repositórios simples, repositórios institucionais, repositórios de vídeos entre outros.

Um repositório simples pode ser entendido como um local de armazenamento de informações.  Repositórios institucionais são sistemas de  informação que são utilizados para armazenar, preservar e disseminar os resultados de pesquisa,  de instituições de ensino e pesquisa, através da utilização de um software, geralmente, no Brasil, é utilizado o DSpace.  

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) possui um repositório digital-o LUME- que reúne os documentos digitais, tais como teses e dissertações, trabalhos de conclusão de cursos(TCCs), artigos de periódicos, trabalhos apresentados em eventos entre outros,objetivando a preservação da memória da Universidade, bem como sua divulgação a toda comunidade.


De acordo com Martins, Rodrigues et al (2008),  repositórios digitais são coleções de informação digital, construídas de formas diversas e com  diferentes propósitos, podendo ser colaborativos, com controle leve de conteúdos e da autoridade dos documentos, bem como podem ser dirigidas para um público em geral como é o caso do site Wikipédia. Também pode possuir um controle alto, sendo concebidas para aprendizagem e utilização de um grupo específico como, por exemplo, estudantes.

Segundo o Digital Repositories JISC Briefing Paper (2005), repositório digital é o local onde os conteúdos digitais, os recursos, estão armazenados e podem ser pesquisados e recuperados para serem utilizados posteriormente. Um repositório suporta mecanismos de importação, exportação, identificação, armazenamento e recuperação de recursos digitais.


Repositórios de vídeos podem ser entendidos como sendo um local onde os vídeos são armazenados. De acordo com a definição de Rozados (200?), um repositório é um “sistema de captura, tratamento, organização e recuperação de informação multimídia, o vídeo”.

Um repositório digital pode ser compreendido como “uma forma de armazenamento de objetos digitais que tem a capacidade de manter e gerenciar material por longos períodos de tempo e prover o acesso apropriado’’. (VIANA; MÁRDERO ARELLANO;  SHINTAKU, 2005, p. 3).

Atualmente, os vídeos passaram a ter um papel de destaque por possuírem funções que vão além do entretenimento, sendo utilizados como eficiente recurso na educação, já que proporcionam uma aprendizagem diferenciada e inovadora, desligando-se dos métodos tradicionais de ensino. O sucesso dos vídeos deriva, também, do fato de que, com a democratização das novas tecnologias, seu acesso tem sido facilitado.
Alguns repositórios de vídeos mais conhecidos são o Vimeo, o Google Video, o You Tube entre outros. A partir do google vídeos pode-se encontrar qualquer vídeo, vídeos do site You Tube e, até mesmo, aqueles que estão alojados em outros websites de vídeos.



Entre os repositórios de vídeos acadêmicos, o You Tube EDU- é o grande destaque, desde 2009 ele vem disponibilizando conteúdos educacionais com a finalidade de democratizar o acesso à informação. 


Existem diversos outros repositórios de vídeos educativos como a CvTv , que traz vídeos com notícias atualizadas  sobre assuntos científicos. Outro repositório na área da ciência é o AcademicEarth -que traz, em inglês, palestras e aulas  de alguns dos mais conceituados professores universitários da área.





REFERÊNCIAS

LUME/UFRGS. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/>. Acesso em: 03 out. 2011.

MARTINS, Ana Bela; RODRIGUES, Eloy; NUNES, Manuela Barreto.  Repositórios de informação e ambientes de aprendizagem. Rede de Bibliotecas Escolares. Disponível em: < http://www.rbe.min-edu.pt/news/newsletter3/repositorios.pdf.>. Acesso em: 03 out. 2011.



ROZADOS, Helen Beatriz. Repositórios de vídeos. 20 slides. 

VIANA, Cassandra Lúcia de Maya; MÁRDERO ARELLANO,  Miguel Ángel;  SHINTAKU, Milton. Repositórios institucionais em ciência e tecnologia: uma experiência de customização do Dspace. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS BRASIL, 2005, São Paulo. Anais eletrônicos... São Paulo: USP, 2005.  Disponível em: < http://bibliotecas-cruesp.usp.br/3sibd/docs/viana358.pdf>. Acesso em: 03 out. 2011.





Vídeo como fonte de informação

  Os vídeos são grandes aliados na busca de informação e no desenvolvimento do conhecimento. Os bancos de vídeos podem ser muito úteis na educação, já que eles propiciam acesso a informações de forma interessante, que desperta maior interesse nos jovens, principalmente hoje em dia, onde é grande a disponibilidade das mais diversas tecnologias.

   Como ressalta Moran (1995), o  vídeo parte do concreto, do visível, do imediato, próximo, que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele - nos toca e "tocamos" os outros, estão ao nosso alcance através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente. Através do vídeo sentimos, experienciamos sensorialmente o outro, o mundo e nós mesmos. Dessa forma, é fácil entender o sucesso da utilização de vídeos como fontes de informação. Vídeos nos fazem sentir, vivenciar, por isso despertam tanto interesse. 

   O aprendizado com a utilização de vídeos torna-se mais leve, prazeroso e interessante. Nos dá a impressão de divertimento e lazer, o que é estimulante. Desvincula-se do sistema tradicional de ensino, por isso a utilização de vídeos em sala de aula é de grande importância. No entanto, é preciso que  se faça uma seleção de vídeos realmente interessantes e educativos.




REFERÊNCIAS

MORAN, José Manuel. O vídeo na sala de aula. Comunicação & Educação, São Paulo: Moderna, jan./abr., 1995. 12 p. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/moran/vidsal.html> Acesso em:  10 out. 2011.


Banco de Imagens Digitais e a questão do Copyright



A Internet  tornou possível que se tenha acesso a todo tipo de imagem. Quando se necessita encontrar alguma imagem específica para colocar em um blog ou site, por exemplo, é possível encontrá-la através de motores de busca, tal como Google, Yahoo entre outros. Dessa forma, a obtenção de imagens para os mais diversos fins é um processo muito fácil hoje em dia. E, então, surge questão do  Copyright, cuja tradução significa direito à cópia ou reprodução.  Esse direito se difere do direito do autor, uma vez que o direito do autor está ligado na pessoa que construiu a obra e não na obra em si. O principal objetivo do direito autoral é o de proteger o criador da obra, já o do Copyright, é o de proteção do produto(a obra em si), dando uma ênfase econômica, de exploração de obras através do direito de reprodução. Ao autor da obra cabe colocar a obra à disposição do público, da forma que quiser, pelo tempo que desejar, cobrando ou não por isso.
Dessa forma, quando se utiliza imagens  retiradas da Internet é fundamental atenção a questão do Copyright, visto que muitos acreditam que só porque uma imagem está na Internet ela é pública. Para aqueles donos de sites ou blogueiros que necessitam de imagens  para ilustrar suas idéias,  é possível conseguir imagens em banco de imagens, tanto gratuitos como pagos.
Segundo Rozados(200?),  bancos de imagens são sistemas de captura, tratamento, organização e recuperação de imagens digitais. Através dos bancos de imagens é possível a obtenção de imagens como fotos, documentos, desenhos para os mais diversos usos. Também serve na preservação da memória de  Instituições e como importantes fontes de pesquisa. 
Dessa forma, os bancos de imagens são muito úteis. Um blogueiro que deseja acrescentar uma imagem em seu blog e não tiver recursos para isso,  poderá fazer uso de um banco de imagens gratuito como o Stockvault, que possui mais de 11 mil fotos gratuitas organizadas nas mais diversas categorias. 

Além do Stockvault, há muitos outros bancos de imagens  que serão muito úteis na ilustração de blogues e páginas web. Abaixo, uma lista de alguns bancos de imagens:

www.photoxpress.com 
www.everystockphoto.com 
www.bancodeimagem.com.br

Nos últimos anos, é notável a expansão dos bancos digitais, entre os motivos  para  que  isso ocorra, está o fato de que, hoje, a imagem não é somente considerada um complemento da informação,  e sim  traz informação em si mesma.

Os bancos de imagens podem ser utilizados em diferentes áreas como no design, publicidade e propaganda, na área da saúde entre outras.
Para se usar uma imagem de um banco de dados pode se recorrer aos serviços de bancos de imagens, que oferecem a imagem como um produto. Alguns permitem que seja feito download de imagens gratuitamente ou mediante pagamento único (royalt-free),que permitirá a utilização das imagens quantas vezes a pessoa desejar. Existem também aqueles serviços que exigem pagamento de uma taxa para cada vez que se for utilizar a imagem(royalties) e também limitam a quantidade de vezes que ela poderá ser utilizada.


REFERÊNCIAS


ROZADOS Helen Beatriz Frota. Banco de imagens digitais. 18 diapositivos. 



Fontes Consultadas

WIKIPEDIA. Direito Autoral. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Copyright.>
 Acesso em: 03. out. 2011. 

domingo, 18 de setembro de 2011

Fotografia como fonte de informação



  A fotografia vem sendo utilizada como fonte de informação  ao longo da história como observa Peixoto (2006), a fotografia, desde sua criação, tem sido fonte de informação ilustradora da história dos povos, costumes, acontecimentos, descobertas e diversas outras coisas, registradas em simples fotos de família, passando pela chegada do homem a lua e as tempestades captadas por câmeras de satélites chegando a construir verdadeiros mapas da superfície terrestre, ou seja,  existe uma infinidade de momentos que são eternizados através das fotografias.


 A fotografia, por ser considerada uma representação do real, pela possibilidade de “congelar um momento”, muitas vezes, é tida como prova irrefutável de um determinado acontecimento. No entanto, nos dias atuais, nem sempre uma fotografia representa a realidade, visto que existem diversos programas editores de imagem capazes de modificar/distorcer a realidade.  Dessa forma, a utilização da imagem como fonte de informação deve ser realizada com cautela, visto que a manipulação de imagens contraria a finalidade da fotografia, de servir como retrato da realidade, ou seja, de ser uma fonte de informação fidedigna.

 Na utilização da imagem como fonte de informação existem outros aspectos importantes como a interpretação que se faz da imagem. Diferentes pessoas; diferentes interpretações. A percepção que cada um terá de determinada imagem será influenciada por vários aspectos, como personalidade ,  experiências de vida, entre outros. Dessa forma, a imagem, não pode ser vista de uma única forma, já  que cabem múltiplas  interpretações.



 Como observa Rodrigues (2007, p. 7), “a imagem é polissêmica por natureza,  passível de inúmeros significados. Possui um sentido denotativo representado de modo literal por aquilo que se vê registrado em seu suporte físico, e um sentido conotativo que corresponde à sua polissemia.”





REFERÊNCIAS





PEIXOTO, Daiane Lopez. Os acervos Fotográficos e sua Organização: uma análise. In: Trabalhos de conclusão do curso de Biblioteconomia. 2006.


RODRIGUES, Ricardo Crisafulli. Análise e tematização da imagem fotográfica. Ciência da Informação. Brasília, DF. V. 36, n.3. p 67-76, set./dez. 2007. Disponível em:< http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewFile/1006/737>. Acesso em: 18 set. 2011.