domingo, 6 de novembro de 2011

Webmuseus



Segundo Andrews e Schweibenz (2004), museu virtual é definido como sendo uma coleção logicamente relacionada de objetos digitais que é composta por suportes variados e que, em função de sua capacidade de proporcionar conectividade e vários pontos de acesso, torna possível transcender métodos convencionais de comunicação e interação com visitantes. Não existindo lugar ou espaço físico, permitindo que seus objetos e informações possam ser disseminados para todo o mundo.

Então, conforme o autor, um museu virtual possui vantagens em relação ao museu tradicional à medida que propicia que qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo possa acessar suas informações (desde que possua acesso à internet, obviamente). Dessa forma, podemos perceber que o museu virtual pode abranger os mais diversos públicos, diferentemente dos museus tradicionais, onde, muitas vezes, o local onde o museu está localizado, torna-se um impedimento a sua visitação. Já, com os museus virtuais, não existe esse problema. Uma pessoa que não tenha condições financeiras de visitar determinada cidade, onde o museu está situado, poderá “visitá-lo” através da internet. 


            Outra vantagem que os webmuseus possuem em relação aos museus tradicionais é a possibilidade do visitante acessar as informações no horário que desejar, não somente no horário de visitação do museu. Dessa forma, em um mesmo dia, é possível “visitar’’ diversos museus do mundo, sem nem ao menos sair de casa!


Apesar de possuírem diversas vantagens, existem também algumas desvantagens. Por exemplo, a experiência de visitar um museu-fisicamente- é muito diferente de apenas, visitá-lo virtualmente. Com certeza, a visitação real de um museu, é muito mais gratificante e interessante. Somente nos casos em que a localidade do museu impede que a pessoa possa visitá-lo, aí o museu virtual torna-se muito mais útil. Também, no caso de o museu não possuir um equivalente físico, se só existir virtualmente.


Existem diversos museus no Brasil, a maioria deles possui sites com informações sobre sua localização, seu acervo e horário de funcionamento. No entanto, as informações visam somente à divulgação do museu, ou seja, não substituem a visitação real do museu.

Já outros museus possuem em seu site informações bastante detalhadas, servindo seu acesso como uma visita real. Nesse caso, são realmente museus virtuais, já que apresentam informações completas, não somente indicações do que o museu real oferece.

Escolhi dois museus para visitar virtualmente, o  Museu de Arte do Rio Grande do SulMargs e o Museu Virtual de Artes-Muva a fim de comparar o que cada um deles oferece a seus visitantes.

O site do Margs oferece informações bastante detalhadas sobre seu acervo, seu histórico, as exposições e oficinas de arte oferecidas. È possível visualizar as obras constantes no acervo do museu, que são divididas em categorias (lista por diferentes técnicas) organizadas em ordem alfabética ou consultar a listagem completa de autores, o que é muito interessante. Além disso, o site também oferece um tour virtual.

Já o Muva difere do Margs por ser um museu virtual somente, por isso a visita ao Muva é quase como se fosse uma visita real, já que a visão é em 3D, proporcionando uma simulação do que seria a visita ao museu fisicamente.  O visitante vai clicando nas obras que tiver interesse, então aparecem às descrições das mesmas. 

Portanto, as ''visitas'' a webmuseus são sempre experiências muito interessantes e enriquecedoras. 


REFERÊNCIAS


SCHWEIBENZ, W. The development of virtual museums.  ICOM NEWS, v. 57, n. 3, p. 3. 2004.

E-book

   O termo E-book é uma abreviação utilizada para "Eletronic Book", que significa livro eletrônico, ou seja, é um livro em formato digital  que contém o mesmo conteúdo da obra impressa. Os e-books  podem ser lidos por equipamentos eletrônicos tais como computadores, PDAs (palmtops), leitores de livros digitais e também por alguns celulares mais modernos.

   Os textos do e-book podem apresentar um dinamismo a partir da utilização de hipertextos, contendo filmes, ilustrações animadas, gravações de áudio e diversos outros recursos proporcionados pela mídia digital.

  Os e-books podem ser apresentados em diversos formatos, sendo o PDF, o HTML e o ePUB os mais comuns. Para utilização do PDF é preciso a utilização de um programa compatível tal como o Acrobat Reader, já o formato HTML necessita de um navegador da internet para ser aberto. Enquanto que o e-PUB é um formato de arquivo digital específico para e-books.

  Os e-books apresentam muitas vantagens, uma delas diz respeito ao seu baixo custo de produção, o que acaba por tornar o preço final ao consumidor mais em conta que os livros impressos. Outra vantagem é seu acesso facilitado, uma vez que com a Internet torna-se possível sua disponibilização para download em portais gratuitos, de forma que, sua divulgação é ampliada.

   A portabilidade é mais uma de suas vantagens, visto que é possível adquirir um livro de outro país facilmente, bem como seu transporte que é bastante facilitado comparado com o transporte de livros tradicionais, já que é possível carregar diversos livros digitais  utilizando um dispositivo móvel, enquanto que carregar a mesma quantidade de livros tradicionais seria muito complicado.


 No entanto, existem desvantagens, por exemplo, há a falsa idéia de o e-book ser ecologicamente  mais correto que os livros tradicionais, o que foi desmentido em uma recente pesquisa de uma editora francesa Hachette Livre. Os livros tradicionais, embora necessitem de uma grande quantidade de papel em sua produção, ou seja, mais árvores sendo cortadas, ainda assim são menos poluentes que o e-book. 

  Na produção dos e-books existem diversos materiais utilizados, tais como  chips, telas, bateria, há ainda o transporte dos equipamentos,  a entrega as lojas e ainda, a questão da eletricidade  consumida na sua utilização (carregamento da bateria, servidores onde os livros são armazenados  como arquivos), o que totaliza um alto grau de emissão de gases poluentes se comparado aos livros tradicionais (em torno de 80 vezes superior). Essa reportagem pode ser acessada na íntegra em  http://www.ogra.com.br/livro-impresso-e-mais-verde-que-e-book/